Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

A-C-A-B-O-U

Acabou tudo e não páro de chorar.

publicado por anna. às 22:51
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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Todos os princípes.

 

Todos os príncipes.
 
Todas nós procuramos um príncipe. Um Homem com H grande; que nos proteja e nos ame a vida toda, imaginamos que um dia irá cair nas nossas vidas, tal como a chuva cai nos dias de tempestade – ruidosamente; e sendo assim pensamos que daremos logo conta que Ele chegou. Mas por vezes a chuva é matreira e nem sempre se ouve - Às vezes também temos de estar sempre alertar e com os olhos bem aberto. E como tal não damos logo conta. Por isso continuamos a nossa vida à espera que ele chegue. Mas chega é o momento do desespero – aquele momento em que precisamos de amar e ser amadas, aquele momento em que já não sabemos o sabor de um beijo e de um braço, aquele momento que já não sabemos como dar a mão, como encruzilhar as nossas pernas noutras que nos são tão chegadas e conhecidas. Já estamos fartas de esperar e o que fazemos? Não, não ficamos continuamos à espera. Timidamente ou descaradamente vamos à procura Dele – do nosso príncipe. E como começamos a procura? Olhando para os rapazes mais bonitos que encontramos na rua ou em qualquer outro sitio. Apenas olhamos para os mais bonitos; para aqueles que na pastelaria são educadinhos, que se apresentam bem vestidos e bem-falantes. E que por vezes, nos lançam um sorriso bem branquinho. Esses que nós julgamos perfeitos, intocáveis, incapazes de magoar alguém, esses que denominamos de “príncipes”. Se tivermos sorte até conseguimos que fiquem connosco durante alguns meses, anos. Primeiro começam por nos dizer as palavras mais bonitas que alguma vez ouvimos, depois acordam um dia e não nos ligam nenhuma. Nós começamos a pensar o que teremos de errado. Será alguma ruga? Alguma borbulha, estria, celulite? Será o nosso cabelo? E continuamos a interrogarmo-nos até que as perguntas não cabem mais na nossa cabeça. De seguida eles deixam de nos dizer que nos amam e quase que como por magia passam de príncipes a lobos maus. Brincam com os nossos sentimentos, fazem-nos seguir o caminho mais doloroso das decisões que tomamos na nossa vida. Durante algum tempo pensamos que é apenas uma fase, que em breve se transformarão em príncipes de novo e que nos regressaremos às suas vidas como princesas. De qualquer das formas continuamos a amá-los porque muitas vezes foi com eles – os supostos príncipes – que as nossas vidas se tornaram mais belas; porque foi com eles que demos o nosso primeiro beijo, que soubemos o que era amar verdadeiramente alguém. Mas logo desde o inicio cometemos um tremendo erro – ficámos cegas pela sua beleza, não os tentámos conhecer muito fundo, deixámo-nos levar. Iludimo-nos. Como é óbvio isto nem sempre acontece, por vezes são mesmo príncipes, de tal forma que por vezes são tão belos por dentro que isso os irradia – transparece cá para fora – ou vice-versa. Mas por vezes os verdadeiros príncipes – aqueles que assim nasceram e assim morrerão – não estão por baixo das roupas caras, dos cortes de cabelo elegantes ou de qualquer outra coisa assim. Até porque para mim o significado da palavra príncipe não tem absolutamente nada a ver com nobreza, mas sim com o nosso interior, com aquilo de que somos feitos. Os verdadeiros príncipes também se querem esconder do mundo, disfarçar aquilo que são realmente; porque por vezes eles próprios estão também à procura da sua princesa – que quem sabe poderemos vir a ser nós. Por vezes os príncipes, os verdadeiros príncipes estão onde menos se espera – sentados na paragem do autocarro que mais frequentamos (e não a sair de um táxi, cavalo branco ou carro luxuoso como os imaginámos até então); por vezes estão debaixo de um corpo corpulento (e não de um corpo de top model). (….) E então ficámos na mesma. O que faremos agora? Como distinguiremos os verdadeiros dos falsos? Há três maneiras na realidade: procurar um lobo mau e esperar que ele um dia se transforme em príncipe (poderá ou não acontecer, até porque muitos dos verdadeiros príncipes se escondem sobre a forma de lobos maus); continuar a olhar para os rapazes mais bonitos com sorrisos brancos e esperar que sejam mesmo príncipes; ou então podemos procurar, se tivermos mesmo olho - conseguir dois dedos de conversa e assim que despertarmos um sorriso neles – ver se o sorriso é mesmo verdadeiro; puro, belo, genuíno. E a partir daí continuar a falar com eles, e quem sabe os amemos, e eles a nós também, então aí vivermos um conto de fadas; preencheremos folhas e folhas de papel com as palavras mais bonitas – e verdadeiras – para ele e vice-versa. Mas no dia em que descobrirmos que realmente os amamos e eles a nós eles passam a ser verdadeiros príncipes para nós – mesmo que aos olhos dos outros não – e se eles e nós os amarmos mesmo, então serão príncipes a vida toda e nós as princesas da sua vida. Mas aqui fica um conselho: não olhem à sua beleza, conheçam-nos primeiro, porque depois de os conhecerem bem é que terão a certeza que ele será o príncipe – um verdadeiro – das vossas vidas.
 
Anna.
9-06-09; 02:11
 

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publicado por anna. às 19:46
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