Sábado, 22 de Maio de 2010

há dias.

há dias que nos gastam. há dias que nos levam tudo. há dias que até a saudade e a dor nos levam. há dias em que ficamos brancos, com olhares cheios de passado. mas não passa disso: são só mesmo olhares do passado. e depois desliga-se. desliga-se tudo. os olhares do passado desaparecem. e ficámos a pensar no nada, a navegar no vazio. e ainda há dias que nos trazem tudo - a dor e a felicidade, ao mesmo tempo. e outros dias em que só o sol brilha. e outros em que só os trovões nos preenchem. há tantos dias, e todos eles tão diferentes. há dias em que só as lágrimas te conseguem acalmar, e outros em que estas só te atrapalham. os dias são todos diferentes. a intensidade do sol, também. e as cores com que o horizonte se desenha são sempre desiguais. imperfeitas e desiguais. mas em todos os dias, tu apagas a luz do teu quarto. deitas-te sobre a cama azul e ficas a pensar. pensas em mil coisas, e é talvez por isso que nunca mais adormeces. cria-se um ciclo dentro de ti. e tu sabes que precisas de o quebrar. todos os ciclo precisam de ser quebrados, e tu sabes disso. há tantos dias pela frente. tantos dias que ficaram para trás - perdidos, esquecidos; e alguns vazios. e vão haver sempre dias. há dias dentro de segundos e minutos, e um dia dentro de um mês.e tu sabes que a última opção é a que mais me agrada neste momento. era passar dez anos, em dez dias e depois parar. depois os dias podiam demorar anos, que eu não me importaria. nem tu. mas isso não é possível, por isso agora desliga tudo, desliga-te. e vem para a cama, vem sonhar comigo. vem sonhar que estamos num campo de malmequeres a correr. e que eu falo muito sem parar, contando-te todas as coisas do meu dia, e tu só sorris, e abraças-me e deitamos-nos no chão cheio de flores e só corre uma brisa, uma pequena brisa. e eu e tu, perdidos. perdidos em nós. desligados do mundo lá fora, de todos os mundos lá fora. de todos os outros campos de flores cheios de almas gémeas. e depois há os dias, os dias em que nos vemos, os dias da saudade e da dor, os dias das certezas, os dias das parvoíces, as horas das birras. e depois há os nossos dias. os pequenos dias da nossa grande e longa eternidade, que nós tão bem conhecemos. e são muitos dias, muitos mais dias do que aqueles que apontam os calendários. e depois há as certezas, as certezas do casamento, dos filhos, do amor eterno. e depois há as dúvidas, os ciúmes. e depois o sol, e o vento, e a chuva. e o céu, que afinal até é o mesmo. mas depois de outros depois, depois das palavras, e do silêncio, e da distância e da saudade. depois e antes de isso tudo, existimos apenas nós. apenas eu e tu. amantes distantes. com medo de pontes porque eu sem ti não sei viver, não sei sorrir e amar. porque tu me crias, e me fazes, e me sentes, e me lês. mesmo quando não falo, quando não me expresso. e aparecem estas vontades enormes de correr para aí, de te apertar a mão e te beijar nos lábios e te dizer que és tudo. por mais que tudo, para muita gente seja só metade e eles nem saibam. mas para mim, tudo é tudo. correr para aí, dar-te a mão, beijar-te e dizer dou a minha vida por ti, cada vez mais a cada segundo que passa. e a cada segundo que passa, as certezas aumentam cada vez mais. e tu que pensas ser tanto, já és mais que tanto. já és mais infinito que o céu e a própria eternidade. e eu que há dois dias te pensava amar tanto, hoje amo-te ainda mais. e parece irreal, mas nós bem sabemos que não. nós bem sabemos tudo. e desculpa, desculpa quando sou daquele jeito que tu sabes; porque tu não mereces. tu só mereces o melhor de mim, e às vezes falho nisso. e culpo-me tanto. mas eu só te quero ter aqui. e espero. e espero sem me cansar. com alguns dias cheios de saudades e dor. ma ultrapassarei isso tudo, porque tu já me prometeste ficar aí sempre. e ficar aí sempre, um dia será ficar aqui sempre. e esse aquivale tudo. tu vales tudo. e o meu orgulho em ti, é maior que o que eu tenho em mim. alimentas-me, constróis-me, ajudas-me. como nunca ninguém o fez. ninguém.

publicado por anna. às 10:02
link do post | comentar | favorito
|
18 comentários:
De k. a 22 de Maio de 2010 às 10:52

adorei *-* escreves mesmo bem :$
De kelly a 22 de Maio de 2010 às 13:04
parabéns anna. (: espero que tenhas um dia completamente feliz, junto daqueles que mais amas. porque tu mereces, porque fazes sorrir com textos como estes. e mostras que o amor é lindo, independemente do longe ou do perto, da distância ou do tempo.
beijinho grande, grande.
De Inês a 22 de Maio de 2010 às 13:07
estáa tãoo lindo meu deus :$ aii querida, como eu amo a tua maneira especial de escrever, tens tanto talento meu deus :$ existe tanta ternura em cada textinho teu que me prendo a ele, que me encanto com ele u.u
jáa tinha saudades deles :/
PARABÉNS queridaaa :D que contes muitos :) fazes anos não e' ??
~beijinho muito grande
De jujuu ♥ a 22 de Maio de 2010 às 13:38
eu também meu amor@
parabéns @@
De R. a 22 de Maio de 2010 às 13:59
parabéns anninha fofinha +.+
um dia feliz para ti <3
De Joanne a 22 de Maio de 2010 às 14:50
meu doce, vim cá num instantinho dar-te os parabéns :')
Espero que tenhas um dia muito feliz.

beijinhoos.
De ritab a 22 de Maio de 2010 às 15:08
Parabéns Annaaaaa x$
De joanna. a 22 de Maio de 2010 às 15:45

favoritos o:
De Margaret a 22 de Maio de 2010 às 18:36
PARABÉNS! Desejo que acabes esta data com grande felicidade e que venha muitas mais iguais.

beijinhos.
De j @ a 23 de Maio de 2010 às 15:12
parabéns atrasados, anna *-*
beijinho.

Comentar post